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O Estado do Rio de Janeiro apresenta uma considerável gama de tipos de solos, sendo os principais: latossolo amarelo, latossolo vermelho-amarelo, podzólico, podzol hidromórfico, brunizém avermelhado, planossolo, solonchak sódico, cambissolo, glei, solos orgânicos, solos aluviais, solos litólicos e afloramentos de rocha. Em que pese a importância de se conhecer os solos para planejar o desenvolvimento econômico, até hoje o Estado não conta com um levantamento de seus solos na escala 1:50.000. O último estudo data de 1958 e foi realizado pelo Governo Federal na escala de 1:400.000. A PESAGRO precisa realizar este serviço sem ficar esperando que a Embrapa o faça. Lamentável omissão, sob quaisquer pontos de vista. Indesculpável para um Estado pequeno como o Rio de Janeiro.    

A perda de solos na maioria das bacias hidrográficas permanece intensa, demonstrando que os serviços de extensão rural da EMATER e do IEF estão fracassando e precisam ser amplamente reforçados através de programas de microbacias como fizeram o Paraná e Santa Catarina e ultimamente São Paulo e Rio Grande do Sul. No vale do Paraíba do Sul a situação é extremamente critica desde o fim do ciclo do café.

Em complemento, o DER precisa aprimorar sua tecnologia de construção e manutenção ao estradas de terras, que são fortes focos de erosão. Nas áreas urbanas, a erosão também tem sido intensa. A exceção da cidade do Rio de Janeiro, são praticamente inexistentes as ações municipais de reflorestamento e contenção física de encostas visando reduzir a erosão dos solos urbanos e o deslizamento de terras.

Não existem livros atualizados tratando dos solos fluminenses. Lamentável.

 
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